No início da semana, o TCU autorizou uma inspeção em documentos do Banco Central ligados à liquidação do Master. A decisão foi assinada pelo ministro Jonathan de Jesus, ex-deputado com forte ligação a Arthur Lira.
Na prática, o Tribunal de Contas da União está contestando a decisão do Banco Central de determinar a “falência” do Banco Master.
Esse movimento do TCU gerou certo burburinho do mercado de que a liquidação do Banco Master poderia ser simplesmente desfeita — gerando receio sobre até que ponto vai a articulação de Daniel Vorcaro nos bastidores.
Seguindo o ditado “no Brasil, até o passado é incerto”, a possibilidade ainda existe. Mas, agora, técnicos do BC e especialistas do mercado avaliam que o TCU não deve suspender a liquidação, para evitar interferir na autonomia do órgão regulador.
Contudo… Ainda é possível que o Tribunal de Contas poderia apontar irregularidades do BC no processo, o que abriria brechas para Vorcaro pedir indenização e descongelamento de seus bens na Justiça.
Em termos práticos, o cenário seria este: o banco quebra, o FGC cobre os investidores, e Vorcaro tenta preservar seu patrimônio pessoal.
No próprio despacho, Jonathan de Jesus chegou a sinalizar a possibilidade de impedir a venda desses ativos durante o processo.
O movimento seria nada mais nada menos do que fazer Vorcaro sair ileso na pessoa física — para evitar que ele “entregue diversos políticos” —, mesmo sendo o responsável pelas irregularidades do Master.