Depois de terem encolhido nos governos Temer e Bolsonaro, os gastos administrativos da máquina pública voltaram a crescer no Lula III. No ano passado, essas despesas chegaram a R$ 72,7 bilhões, o maior nível em 9 anos.
(Imagem: g1)
Explicando… Esse é o dinheiro que mantém o governo funcionando no dia a dia, incluindo desde contas de energia, água e telefone até aluguel de prédios, passagens, segurança e limpeza.
Esses valores entram todos na linha de gastos livres do governo. A questão é que, desde 2023, entrou no arcabouço fiscal uma regra que limita o crescimento dos gastos a 2,5% ao ano acima da inflação.
Só que os gastos obrigatórios — salários, aposentadorias e benefícios — estão crescendo acima desse limite. Isso tem tornado menor o montante disponível para os gastos livres, que também incluem obras de infraestrutura, manutenção de universidades, programas sociais, etc.
O recado do cálculo é simples: Quanto mais caro fica o governo por dentro, menos dinheiro sobra para políticas públicas por fora. No fim, isso pode virar um gargalo ao governo, principalmente em um ano de eleições.