Oficialmente, ficou para depois do Carnaval. Nos bastidores, o problema era outro: risco de falta de quórum.
A proposta de regras mais claras de conduta incomodou parte dos ministros.
Na terça-feira, Moraes disse haver “má-fé” nas críticas ao STF e afirmou que a Constituição e a Lei Orgânica da Magistratura já impõem limites suficientes.
Na mesma sessão, Toffoli reforçou essa linha. Defendeu autocontenção, mas afirmou que magistrados podem ser acionistas, proprietários rurais ou sócios de empresas, desde que não façam a gestão direta.
O fato é que, enquanto uma ala entende que o tribunal precisa se autorregular para preservar sua imagem, outra enxerga nisso um exagero — e até mesmo uma ameaça.
No fim, parece que nem os nossos ministros estão se entendendo sobre quais devem ser os limites da mais alta Corte brasileira.