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(Imagem: Ton Molina | STF)
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Caso Master ou Casto Toffoli? Após relutar em abrir mão da relatoria do caso, Dias Toffoli anunciou que está deixando o comando das investigações do Master no STF. A decisão ocorreu após uma reunião de quase 3h com os outros ministros da Corte.
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Segundo relatos, os ministros estavam descontentes com a atuação de Toffoli no caso, mas não queriam tirá-lo da relatoria. Percebendo o descontentamento e preocupação com a imagem do STF, Toffoli decidiu ceder após uma espécie de acordão.
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Em nota assinada por todos os ministros, o Supremo reconheceu a validade dos atos praticados por Toffoli, expressando apoio a ele, mas disse que, “considerados os altos interesses institucionais”, o caso seria redistribuído.
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O que causou a queda de Toffoli
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Em conversas encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, havia menções a pagamentos de cerca de R$ 20 milhões a uma empresa ligada a Toffoli. Até agora, não há provas de que os valores tenham sido efetivamente transferidos.
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Em comunicado, Toffoli afirmou que não mantém relação com Vorcaro e explicou que é sócio da Maridt, empresa que virou sócia do Tayayá Resort e depois vendeu suas participações — em movimentações peculiares.
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Afinal, qual o rolo da Maridt no caso Tayayá? 
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Vamos do início. Em agosto de 2020, a Maridt foi fundada. A empresa, que está no nome de dois irmãos do ministro, tem capital declarado de R$ 150 e opera em uma casa simples no interior de SP.
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Após três meses (nov/2020), ela tornou-se sócia do Tayayá Resort com uma participação de R$ 4,2 milhões. Esse movimento já foi peculiar, uma vez que foi feito via "compensação de crédito”.
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Em outras palavras, o Tayayá reconheceu que tinha uma dívida à Maridt, sem especificar o motivo dela, e pagou essa dívida com participação societária — resultando em exatos 33% das ações do hotel.
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Mais três meses (fev/2021), e os sócios do Tayayá decidem aumentar o capital social do negócio. Na prática, a participação da Maridt no resort aumentou, indo de R$ 4,2M para R$ 5,4M.
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Eis que, em setembro de 2021, o tal fundo Arleen entra na sociedade do resort, pagando R$ 2,5M à Maridt por parte das cotas da empresa. Esse fundo tinha como dono o fundo Leal, que é de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
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Plus: O Arleen era gerido pela Reag, gestora investigada pela PF por lavagem de dinheiro do PCC. Inclusive, quem assinou a compra da participação no resort foi Silvano Gersztel, então sócio e executivo da Reag.
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Para fechar, em fev/2025, a Maridt Participações finaliza a sua saga no Tayayá vendendo a parte restante à PHB Holding por R$ 2,8M. Essa empresa é do advogado dos irmãos Joesley e Wesley Batista, Paulo Humberto Barbosa.
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Curiosamente, a J&F, dos irmãos Batista, representada por Paulo Humberto e pela esposa de Dias Toffoli, tiveram a suspensão de uma multa de R$ 10,3 bilhões em dezembro de 2023…. Pelo próprio ministro Dias Toffoli.
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Olhando para frente…
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Os desfechos da investigação podem ter efeitos tanto para Toffoli e ministros do STF quanto para as eleições. Lula tem se preocupado com a possibilidade da imagem negativa do caso respingar no seu governo e, consequentemente, na sua candidatura.
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Embora Toffoli tenha sido por anos advogado do PT, Lula não deve agir para proteger o ministro. Relatos também indicam que o presidente guarda uma mágoa em relação a Toffoli devido a uma decisão de 2019 que o impediu de comparecer ao enterro de seu irmão.
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A expectativa é que o caso ganhe novas atualizações ao longo dos próximos dias com as investigações em curso da PF e o depoimento de Daniel Vorcaro à CPMI do INSS após o Carnaval.
fonte: the news
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