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Preço do petróleo sofre forte volatilidade com Guerra
Por Administrador
Publicado em 10/03/2026 12:09
Geral

(Imagem: Atta Kenare | Getty Images)

Com novos desdobramentos na guerra do Oriente Médio — como os ataques a refinarias e a definição do Líder Supremo no Irã — o resultado foi uma nova disparada no preço do petróleo.

O barril Brent, que já vinha sob pressão, rompeu a barreira dos US$ 100 pela 1ª vez em 4 anos. Ontem, chegou a bater US$ 120, um salto de quase 30% em um único dia.

Diferente de outras crises, o problema agora é logístico e irreversível no curto prazo. Como o Estreito de Ormuz ainda bloqueado, o petróleo não tem para onde ir.

Países como Iraque, Kuwait, Emirados Árabes e Catar estão tendo que segurar suas produções de petróleo e gás por já estarem com seus armazenamentos lotados.

Com a urgência, os ministros do G7 se reuniram às pressas, mas decidiram não liberar suas reservas estratégicas agora — o que aumentaria a oferta e controlaria os preços. O grupo optou por guardar esse "trunfo" para um estágio ainda mais crítico.

Mas o gráfico virou...

(Imagem: Trading Economics)

Em um movimento inesperado, o preço do barril de petróleo voltou a cair no meio da tarde de ontem, chegando abaixo de US$ 90.

As declarações de Donald Trump de que a guerra vai terminar e de que os Estados Unidos poderiam “fazer muito” pelo funcionamento do Estreito de Ormuz mudaram os ânimos do mercado. Veja alguns trechos da entrevista dele.

Além disso, sistemas de rastreamento indicaram navios desligando seus radares para passar o Estreito no “modo invisível” e depois religando eles — um movimento arriscado, mas que dificulta muito o Irã a realizar ataques a eles.

 E o Brasil nessa história?

A variação do preço pode impactar diretamente no valor da gasolina. Se sobe no mercado internacional, a defasagem começa a impactar as margens do setor, que tende a reprecificar.

Como o Brasil importa cerca de 25% do diesel e parte da gasolina que consome, se o preço sobe muito, o setor privado não consegue absorver a diferença entre o preço lá fora e o praticado internamente.

 

fonte: the news

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