Houve um aumento geral no endividamento. Como você deve imaginar, as classes mais baixas, com menor renda familiar, são as mais endividadas:
0 a 5 salários mínimos: 82,9%
5 a 10 salários mínimos: 78,7%
mais de 10 salários mínimos: 69,3%
Quase 60% delas possuem entre 11% e 50% da renda vinculada à dívida, enquanto cerca de 20% delas têm mais de 50% da renda comprometida.
Na média, o número de inadimplentes — pessoas endividadas e que não estão pagando as suas dívidas — também cresceu, chegando a 29,6% das famílias, o maior desde novembro do ano passado.
Isso importa por conta do efeito em cadeia: A inadimplência com os altos juros do Brasil — 15% — pode virar uma “bola de neve”. As pessoas se endividam, não pagam, a dívida cresce rapidamente… O estudo aponta que 13% das famílias não terão como pagar suas dívidas.