Na semana passada, o ministro André Mendonça autorizou que Vorcaro receba advogados no presídio federal sem gravação das conversas.
A medida abriu uma exceção ao modelo adotado nas penitenciárias federais de segurança máxima, onde visitas costumam ser monitoradas por áudio e vídeo — embora isso precise de autorização judicial.
Logo após a concessão do benefício a Vorcaro, a defesa de Marcola, líder do PCC, e de outros integrantes da facção anunciaram que vão pedir o mesmo benefício.
Por que isso importa: A Polícia Penal Federal posicionou-se contra a flexibilização, classificando a gravação como pilar essencial da inteligência.
O receio é que, sem gravação, as visitas voltem a ser usadas como “pombo-correio”, permitindo que ordens de crimes sejam transmitidas de dentro das prisões.