De um lado, a base do governo tenta conter o desgaste envolvendo Lulinha, citado nas apurações, principalmente em um ano eleitoral com Lula indo para mais uma corrida ao Planalto.
Do outro, partidos do Centrão viram seus próprios nomes aparecerem em conexões com o caso, especialmente após a exposição de relações com Vorcaro.
Com isso, líderes dos dois campos passaram a atuar contra a prorrogação da CPI, cujo prazo termina na próxima semana. A estratégia tem sido convencer parlamentares a retirarem assinaturas do pedido que garantiria a continuidade das investigações.
Hoje, o requerimento tem apoio suficiente para avançar, mas segue parado na mesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que resiste em pautá-lo.
Enquanto isso, a oposição — especialmente PL e Novo — pressiona pela continuidade, de olho no potencial de novas revelações.