O recorde acompanha o crescimento no número de processos, que chegou a 2,3 milhões de novos casos — alta de quase 9% em um ano.
(Imagem: @RankPolitico)
Por que importa: O avanço das ações tornou-se um dos principais vilões dos custos operacionais no Brasil. O fenômeno atinge desde o pequeno comércio até multinacionais, pressionando o caixa das companhias em um cenário onde o crédito já está caro.
A razão por trás desse movimento
Após a Reforma Trabalhista de 2017, houve uma queda nas ações, muito por conta do maior risco de custos para quem perdia processos.
Só que agora esse cenário começou a mudar. Decisões recentes facilitaram o acesso à Justiça, como a possibilidade de gratuidade por autodeclaração de renda.
Na prática, isso reduz quase todo o risco para o trabalhador:
Se ganhar a ação, recebe o valor;
Se perder, não precisa pagar nada e, em muitos casos, fica isento de pagar o advogado da empresa.
Ou seja, entrar com o processo ficou muito mais simples e menos arriscado.
Outro ponto importante é a forma de resolução. Hoje, acordos e execuções judiciais dominam o sistema, representando quase 90% dos valores pagos. Os acordos espontâneos, que já foram maioria no passado, perderam espaço.
No fim, essa conta não desaparece — ela tende a ser repassada, direta ou indiretamente, para preços, investimentos e até para a geração de empregos.