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A participação feminina no mercado de trabalho segue estagnada
Por Administrador
Publicado em 06/04/2026 17:45
Geral

 

(Imagem: Fabiano Rocha | Agência O Globo)

A participação feminina no mercado de trabalho brasileiro está estagnada em 53% há seis anos. Na prática, quase metade das mulheres em idade ativa não está ocupada nem procurando emprego, um contraste com os 72% de participação masculina em 2025.

Mas o motivo não é falta de vontade. Quase 1/3 das mulheres fora do mercado aponta o cuidado com filhos, idosos ou tarefas domésticas como razão principal.

Os obstáculos:

  • Falta de apoio: Sem creches em tempo integral ou redes de apoio, mulheres que chefiam lares sozinhas acabam tendo dificuldades de cumprir jornadas tradicionais.

  • Desigualdade salarial: Mesmo as que furam a bolha enfrentam disparidades. Em média, as mulheres recebem R$ 3,9 mil, contra R$ 4,9 mil dos homens, além de estarem concentradas em setores mais informais e menos valorizados, como serviços e trabalho doméstico.

Então como elas conseguem se manter?

É neste contexto que programas sociais ganham ainda mais peso. Para se ter ideia, mais de 80% das 18,7 milhões de famílias atendidas pelo programa são chefiadas por mulheres.

O cenário é tão crítico que, em 9 dos 27 estados brasileiros, há mais beneficiários do Bolsa Família do que trabalhadores com carteira assinada. Proporcionalmente, existem no Brasil 39 beneficiários do programa social para cada 100 CLTs.

 

fonte:the news

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