Entre os casos que se destacam, estão as vendas realizadas pelas redes Dasa, Oncoclínicas, Mater Dei e Kora para os antigos donos dos negócios.
(Imagem: Valor Econômico)
Esse movimento foi necessário para evitar prejuízos ainda maiores com a desvalorização desses ativos. A queda foi puxada por dois fatores:
As empresas emprestaram dinheiro em cenário de juros baixo para fazer as aquisições e viram a Selic chegar a 15%.
Encontraram dificuldades de integrar os novos ativos ao próprio portfólio, preferindo enxugar a operação.
Mas por que os donos antigos compraram de volta? Pense que eles estariam lucrando com a transação e já conhecem o negócio — o que pode ajudar na reestruturação dos hospitais.
Somado a isso, as vendas passaram a ser uma necessidade, já que os valores das principais empresas do setor começaram a despencar:
Mater Dei perdeu R$3,2 bilhões de valor de mercado
Dasa valia R$ 18,5 bilhões e passou a valer R$ 4 bilhões
Oncoclínicas enfrentou uma queda de 72% nas suas ações
No fundo, as empresas não tiveram outra alternativa a não ser vender os ativos — mesmo que por um preço muito abaixo do que compraram.