O motivo para a saída pode ser facilmente resumido em liberdade. Os Emirados querem produzir mais petróleo sem ficar presos às cotas definidas pelo cartel — e têm capacidade para isso.
Hoje, eles produzem cerca de 3 milhões de barris por dia, mas podem chegar perto de 5 milhões até 2027.
A decisão também ocorre em meio à guerra no Irã e críticas dos Emirados a outros nações árabes por falta de apoio em ataques recentes sofridos pelo país.
Quem comemora são os EUA
Crítico ferrenho do cartel, a quem acusa de "roubar o mundo", Trump sabe que uma Opep enfraquecida faz com que o grupo perca o poder de calibrar a oferta global, o que pode derrubar os preços a longo prazo.
Olhando para frente: A saída pode gerar um efeito dominó. Com a Opep perdendo um pilar de sua receita, outros membros podem questionar se os benefícios da união ainda superam o custo da soberania sobre suas próprias reservas.