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O ar-condicionado virou uma briga política na Europa
Por Administrador
Publicado em 01/07/2026 12:48 • Atualizado 01/07/2026 12:52
Geral

(Imagem: Olivier Chassignole | AFP)

Sabe aquela briga clássica de quem manda no controle do ar-condicionado? Em diferentes países da Europa, ela chegou nas lojas e virou até motivo de debate político.

A onda de calor fez os estoques praticamente esgotarem na Alemanha, enquanto gerou uma cena de franceses brigando para conseguir um dos últimos aparelhos disponíveis nas prateleiras.

  • Na internet, buscas por "instalação de ar-condicionado em casa" subiram 130% na França na última semana — um padrão repetido em outros países europeus.

Pelas temperaturas historicamente mais baixas, no bloco europeu, apenas 20% das casas possuem o aparelho. Em comparação, nos EUA, esse número chega a quase 90%. Por aqui, esse número fica em cerca de 20% também.

O motivo de tanta procura é simples: A onda de calor bateu recordes. Segundo o World Weather Attribution, temperaturas como as registradas nas últimas semanas seriam praticamente impossíveis de acontecer há algumas décadas.

Foi aí que o calor virou debate…

Na França, às vésperas das eleições presidenciais de 2027, a discussão dividiu o espectro político:

Jean-Luc Mélenchon (esquerda) chama o ar-condicionado generalizado de falsa solução, defendendo um melhor isolamento dos edifícios como saída real. A rejeição baseia-se no alto gasto de energia dos aparelhos e no risco deles acentuarem ainda mais o efeito de ilha de calor urbana.

Marine Le Pen (direita) retomou a promessa de um grande plano nacional de instalação de ar-condicionado em escolas e hospitais e afirmou que o aparelho não agrava o aquecimento global, acusando ambientalistas de distorcerem os fatos.

Zoom out: Segundo o chefe da OMS, +1.300 mortes foram registradas na Europa "associadas às altas temperaturas" desde 21/06. Ele alertou que o continente não está preparado para essas condições, aquecendo em ritmo cerca de 2x superior à média global.

 fonte: the news

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