Na tarde de ontem, o Irã lançou diversos mísseis e drones contra bases dos EUA em seis países do Golfo. O ataque aconteceu horas após Washington bombardear 140 alvos em território iraniano. Essa foi a resposta mais ampla do país desde o início da guerra.
Para relembrar: Os países retomaram as ofensivas após o Irã atacar um navio no Estreito de Ormuz na semana passada. Segundo os EUA, o país árabe vinha atacando embarcações que usam a rota alternativa de Omã, fora de seus controles.
Agora, a trégua de 60 dias firmada em junho está praticamente rompida, e o Estreito de Ormuz voltou a ser declarado "fechado" pelo Irã.
O tráfego de navios pela via, que chegava a mais de 130 embarcações por dia antes do conflito, caiu para apenas 22 navios na última semana.
Os EUA insistem que o Estreito permanece aberto por uma rota alternativa nas águas de Omã, protegida por forças americanas. Acontece que esse é exatamente o corredor que o Irã está atacando. O Comando Central dos EUA ainda afirmou que "o Irã não controla o Estreito de Ormuz".
O que dizem os dois lados
O porta-voz do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, publicou que "a era dos acordos acabou" e disse que o país vai cobrar o cumprimento dos termos negociados no acordo.
O presidente Donald Trump disse à imprensa que os EUA "bombardearam pesado" e afirmou que o país havia “aceitado um acordo perfeito para nós, mas eles abriram mão de tudo".
O choque já aparece no petróleo. O Brent ultrapassou os US$ 76 o barril nesta semana — um patamar cerca de 5% acima do nível registrado antes da guerra. Ainda assim, está longe do pico de quase US$ 120 que atingiu em março.