Seja pela sustentabilidade ou moda vintage, o mercado de segunda mão cresce três vezes mais rápido que o de produtos novos — e deve movimentar US$ 360 bilhões até 2030. Parte desse avanço vem da revenda de artigos de luxo, impulsionada por um público que foge do estereótipo: clientes de alta renda.
Segundo levantamento, nos EUA e na China, pessoas que gastam entre US$ 10 mil e US$ 50 mil por ano em marcas de luxo compram itens usados com mais frequência do que consumidores ocasionais.
Mas não é só pelo pelo look… Muitos compradores enxergam bolsas e relógios de luxo como ativos. Ao contrário de outros itens, eles podem preservar — e, em alguns casos, até aumentar — seu valor ao longo do tempo.
Essa lógica já está até na decisão de compra. No último ano, 47% dos consumidores disseram considerar o valor de revenda antes de adquirir um produto de luxo. Entre os vendedores, 41% já afirmaram vender suas peças para recuperar o investimento e gerar renda extra.
Somado a isso, pense que o mercado da moda é exclusivo. Marcas utilizam a escassez para ganharem prestígio e produtos deixam de ser fabricados pouco tempo após o lançamento. Por conta disso, a revenda passa a ser a principal forma de acessar artigos de coleções antigas e edições limitadas.