Ou seja, a Terra vai, inevitavelmente, ficar, em média, 1,5°C mais quente do que a temperatura registrada antes da industrialização do planeta.
“Nossa, mas só isso?”: Se te parece pouca coisa, saiba que esse número marca um “ponto de virada”, já que, a partir dele, a frequência de eventos extremos pode aumentar drasticamente.
Afinal, cada décimo de grau a mais aumenta a intensidade de ondas de calor, secas, enchentes, incêndios e outras ameaças climáticas.
Então está tudo perdido? Se absolutamente nada mudar e os países mantiverem as políticas com as quais estão trabalhando hoje em dia, o aquecimento deve chegar a 2,6°C até 2100.
Mas, se todas as promessas climáticas já feitas pelos países forem cumpridas à risca, o pico fica em 1,8°C — que seria justamente o cenário "mais otimista" do relatório.
O plano B da ONU: Já que cumprir a meta não é uma realidade, a saída pode ser uma estratégia que a organização classificou como “ultrapassagem, pico e declínio”.
Na prática, isso significa que os países devem se unir e trabalhar para que o pico de aquecimento seja o menor e o mais curto possível — para, depois, puxar a temperatura de volta para baixo.
Bottom-line: O relatório insiste que ainda dá tempo para evitar o pior cenário, mas desde que o mundo pare de adiar decisões difíceis.
E elas passam por cortes rápidos e profundos nas emissões de CO2 e metano e pela implementação de tecnologias de remoção de carbono da atmosfera.