Eram dez horas da manhã. Enquanto você começava seu dia, os ministros da 2ª Turma do STF analisavam a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Bastaram nove minutos para que Gilmar Mendes pedisse vista e suspendesse o julgamento. No entanto, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques já tinham confirmado que concordavam com Mendonça.
André Mendonça afirma que ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram monitorados ilegalmente por integrantes da inteligência da PF.
Esses monitoramentos teriam sido usados para produzir seis relatórios que, segundo o ministro, chegaram até a ser usados por Alexandre de Moraes — que pediu uma investigação contra Mendonça.
A resposta da PF: Onze dos 15 diretores da corporação, todos nomeados pelo próprio Andrei, divulgaram uma nota de apoio a ele e colocaram os próprios cargos à disposição.
O grupo chamou as acusações de "injustificadas" e sugeriu que o episódio está ligado a interesses político-eleitorais — e não ao histórico profissional da atual direção.
Clima tenso em Brasília: Essa reação da cúpula da PF mostra que a disputa envolvendo ministros do STF e o caso Master chegou ao comando da principal polícia investigativa do país.
Agora, sob ordens de Mendonça, a PF deve abrir uma apuração interna para saber quem mandou fazer os relatórios suspeitos e se existem outros documentos parecidos.