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O STF afastou o chefe da PF — e a cúpula da polícia não gostou nem um pouco
Por Administrador
Publicado em 08/09/2026 22:08
Geral

(Agência Brasil)

⏰ Eram dez horas da manhã. Enquanto você começava seu dia, os ministros da 2ª Turma do STF analisavam a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

  • Bastaram nove minutos para que Gilmar Mendes pedisse vista e suspendesse o julgamento. No entanto, Luiz Fux e Kassio Nunes Marques já tinham confirmado que concordavam com Mendonça.

‍⚖️ O resultado: Com a maioria formada, Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência da Polícia Federal, Leandro Almada, foram afastados preventivamente por 90 dias da corporação.

O diretor-geral da PF soube do afastamento pouco antes de um evento de agentes da polícia, fazendo com que ele desistisse de participar. Clique para ver o momento em que ele deixou o local.

Mas por que isso aconteceu? 

André Mendonça afirma que ele e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram monitorados ilegalmente por integrantes da inteligência da PF.

Esses monitoramentos teriam sido usados para produzir seis relatórios que, segundo o ministro, chegaram até a ser usados por Alexandre de Moraes — que pediu uma investigação contra Mendonça.

  • ✍ A resposta da PF: Onze dos 15 diretores da corporação, todos nomeados pelo próprio Andrei, divulgaram uma nota de apoio a ele e colocaram os próprios cargos à disposição.

O grupo chamou as acusações de "injustificadas" e sugeriu que o episódio está ligado a interesses político-eleitorais — e não ao histórico profissional da atual direção.

 Clima tenso em Brasília: Essa reação da cúpula da PF mostra que a disputa envolvendo ministros do STF e o caso Master chegou ao comando da principal polícia investigativa do país.

Agora, sob ordens de Mendonça, a PF deve abrir uma apuração interna para saber quem mandou fazer os relatórios suspeitos e se existem outros documentos parecidos.

fonte: expresso

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