Em média, a temperatura para nós, terráqueos, chegou a 16,96 °C, superando por uma margem mínima o recorde anterior, de julho de 2023.
Isso também quer dizer que a Terra aqueceu mais de 1,5 °C na comparação com os níveis pré-industriais — que era justamente o limite que os países tinham prometido não ultrapassar.
“Nossa, mas só isso?”: Se te parece pouca coisa, saiba que esse número marca um “ponto de virada”, já que, a partir dele, a frequência de eventos extremos pode aumentar drasticamente.
Afinal, cada décimo de grau a mais aumenta a intensidade de ondas de calor, secas, enchentes, incêndios e outras ameaças climáticas.
E por que está tão quente? Os cientistas são unânimes ao dizer que o principal motivo é mesmo a mudança climática causada pelo ser humano.
E aqui estamos falando de fatores como a queima de carvão, petróleo e gás — que, por sua vez, libera gases de efeito estufa que retêm calor na atmosfera.
Isso não é tudo: Fenômenos naturais, como o El Niño, também elevam as temperaturas e ajudam a empurrar os termômetros para níveis recordes.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, já avisou: “Isso não é mais exceção, é o novo normal”.
Bottom-line: Além das mortes, elas pressionam hospitais, sobrecarregam as redes de energia, prejudicam os transportes e aumentam o risco de incêndios florestais.