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Antes dos votos, a briga no STF é pelo celular mais disputado do Brasil
Por Administrador
Publicado em 14/09/2026 18:46
Geral

(Luiz Silveira)

‍⚖️ Será uma sessão histórica. Os ministros do Supremo estão prestes a decidir, pela primeira vez na história, se um de seus colegas de Corte será alvo de uma investigação ou não.

  • No entanto, mesmo com a sessão extraordinária marcada para amanhã às 10h com transmissão ao vivo, o rito da reunião ainda é incerto e as chances de obstrução são grandes.

 Aprofundando: Os últimos dias têm sido marcados por uma estratégia clara por parte de uma ala do STF — fazer pedidos de acesso ao conteúdo do celular de Vorcaro e de mais quebras de sigilo.

Cristiano Zanin foi o primeiro a cobrar, ainda na sexta-feira, o acesso à íntegra dos dados extraídos do aparelho — que está sob custódia da PF.

Depois foi Gilmar Mendes que reforçou o coro, dizendo que não faz sentido que só um ministro — o relator André Mendonça — tenha acesso ao material enquanto os demais veem apenas trechos.

  •  O outro lado: Mendonça diz que abrir tudo agora "tumultuaria" o julgamento de amanhã e ainda pode atrapalhar diligências ainda em andamento.

Segundo o ministro, nem mesmo ele chegou a analisar o conteúdo — dizendo que o que tem é uma cópia de segurança, lacrada, guardada só para emergências.

 No fim das contas… A PF informou que consegue fazer cópias idênticas dos dados e enviá-las aos ministros. E foi exatamente isso que Zanin e Gilmar receberam.

Ao mesmo tempo, a pedido de Moraes, o ministro Edson Fachin determinou o fim do sigilo de informações sobre pagamentos e movimentações financeiras ligadas a Vorcaro e ao Banco Master.

Tá, mas e o julgamento? 

✍ O STF já definiu o roteiro. Fachin apresentará o caso, depois haverá manifestação da PGR e eventuais sustentações orais. Em seguida o relator vota e, na sequência, os demais ministros.

  • Mas como Moraes é o alvo da investigação, ainda não se sabe se ele vai participar ou votar na sessão. Uma ala do Supremo acha melhor que ele nem apareça, para não pressionar os colegas.

Já aliados de Moraes querem impedir Mendonça de votar — dizendo que ele conduziu a apuração sem autorização prévia da Corte. Ou seja, ainda não sabemos se todos os ministros estarão presentes.

 O presidente bateu o martelo: Edson Fachin decidiu separar os casos e, enquanto Moraes vai a julgamento amanhã, uma análise sobre a conduta de Mendonça foi marcada para o dia 23.

O ministro ainda tirou a relatoria de três processos das mãos de Mendonça e os levou para a Presidência da Corte — incluindo as relações entre Moraes e Vorcaro, o Caso Master e as fraudes do INSS.

 Seria um spoiler? Nos bastidores de Brasília, o grupo de Mendonça espera que Cármen Lúcia vote para autorizar a investigação contra Moraes — fechando a maioria necessária de cinco votos.

fonte: expresso

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