A grande novidade é que, em vez de assumir o controle político da ilha, os EUA vão ter uma participação cada vez maior na sua segurança.
O que vai mudar? O acordo abre caminho para ampliar a presença militar dos americanos na Groenlândia e impedir que seus adversários, como China e Rússia, estabeleçam bases na ilha.
Na prática, os EUA vão ter poder de veto sobre qualquer outro país que queira ter presença militar na região — no que Trump chamou de “controle permanente sobre a segurança” da Groenlândia.
Algumas coisas nunca mudam… O lado dinamarquês deixou claro que o pacto reconhece a soberania do Reino da Dinamarca e o direito dos groenlandeses à autodeterminação.
Em outro recado à Casa Branca, o país europeu ainda disse que a segurança do Ártico é uma responsabilidade de toda a Otan.
Mas o que ela tem demais?
Desde que voltou à Casa Branca, Trump tem deixado claro que vê a Groenlândia como um “ativo estratégico” de extrema importância para os EUA.
(g1)
Começando pelo CEP: A ilha fica bem no meio do caminho entre a América do Norte e a Europa — uma localização considerada privilegiada para monitorar mísseis e operações militares.
Com o derretimento do gelo, também se abrem novas rotas marítimas no Ártico, o que deixa Rússia e China de olho na região.
Como se não bastasse… A ilha tem 3x o tamanho do Texas, mas apenas 57 mil habitantes e, além disso, é rica em minerais raros usados nos principais dispositivos tecnológicos.
O acordo entre EUA e Dinamarca deve ser assinado amanhã, durante a Assembleia Geral da ONU — mesmo sem definições sobre onde ficarão as novas bases e sobre quem vai financiar a empreitada.