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O corpo e a mente viraram o novo cartão de visitas
Por Administrador
Publicado em 24/09/2026 16:23
Geral

(Rise)

Com o avanço cada vez maior da tecnologia, o mundo corporativo passou os últimos anos otimizando praticamente tudo — processos, margens, times, OKRs.

  • Não esqueceram de nada? Nesse cenário, só uma variável parecia ficar sempre de fora da equação — o corpo e a mente de quem toma as decisões.

Mas isso está mudando rápido e, hoje, o bem-estar deixou de ser luxo de fim de semana e virou item de governança, de retenção de talentos e, cada vez mais, de sobrevivência para quem está no topo.

Muito mais do que a palavra do momento: O setor wellness praticamente dobrou de tamanho nos últimos 10 anos e, hoje em dia, equivale a mais de 6% do PIB mundial.

Só que, mais interessante do que olhar para o tamanho desse mercado, é entender por que ele está crescendo tanto. E é isso que também vamos fazer hoje.

O executivo como amortecedor da empresa inteira

Estudos globais mostram que mais de 70% dos CEOs das maiores companhias do planeta hoje enfrentam índices de estresse clinicamente altos.

  • Eis a contradição: No fim do dia, a posição mais desejada pelos profissionais mais ambiciosos do mercado acaba sendo um lugar profundamente isolante.

Afinal, pense que o líder costuma ser a última barreira de contenção para as pressões do conselho, dos investidores e das equipes — muitas vezes sem ninguém para validar as próprias decisões.

Prova disso é que um em cada 3 C-Levels diz que a cobrança do conselho por resultados está maior do que nos dois trimestres anteriores.

Por que isso importa? Especialistas são unânimes ao dizer que é isso que empurra o estresse para um patamar crônico e reduz a capacidade de o executivo simplesmente “baixar a guarda”.

E isso tem um preço

A chamada “ciência da decisão” mostra que o córtex pré-frontal — responsável pelo julgamento estratégico — é a primeira área afetada pelo estresse contínuo.

A relevância: Com menor flexibilidade cognitiva, é comum que haja mais aversão ao risco ou, no extremo oposto, mais impulsividade.

Não por acaso, 57% dos principais líderes gastam uma fatia desproporcional do tempo apagando incêndios de curto prazo — o que rouba a energia necessária para pensar em estratégia e legado.

O resultado: Executivos cronicamente esgotados levam mais tempo para reequilibrar o sistema nervoso, o que desregula o sono, a imunidade e o ritmo circadiano — criando uma espiral que piora com o tempo.

É por isso que cuidar da saúde dos tomadores de decisão passa a ter relação direta com a própria capacidade de execução da companhia.

Não tem como não falar dessas duas letras

A inteligência artificial responde por boa parte da insegurança na vida profissional.

O que está por trás disso: À medida que as ferramentas de IA avançam nas empresas em ritmo acelerado, trabalhadores sentem dificuldade de processar o que isso significa para eles.

  • Afinal, a tecnologia não é só mais uma promessa distante ou um experimento de laboratório.

Ela está entrando nos escritórios, nas fábricas, nas agências, nos hospitais, nos escritórios de advocacia e nos departamentos financeiros ao redor do mundo.

‍ Eis que surge um paradoxo: Ao mesmo tempo em que aumenta a ansiedade, a IA também pode ser uma poderosa aliada do bem-estar — desde que usada da forma correta.

A IA assumiu certas pequenas tarefas que davam às pessoas uma sensação de realização diária — como responder e-mails, resumir documentos e gerar primeiros rascunhos.

Sem essas pequenas vitórias, os funcionários acabam sentindo que fizeram menos, mesmo quando, objetivamente, fizeram mais.

É tudo um “processo”: Não é que, do dia para a noite, os cargos das pessoas estejam desaparecendo.

Gradualmente, as coisas que elas faziam — e que davam a sensação de produtividade e de utilidade — começam a ser feitas por uma máquina. E normalmente é aí que vem o vazio.

Virou até obrigação legal ‍⚖️

☕ Muito além do cafezinho na copa: Desde maio, as empresas brasileiras precisam se adequar às diretrizes de saúde e segurança no trabalho da NR-1.

Antes, essas normas regulamentadoras focavam nos riscos físicos, como aqueles envolvendo máquinas, ambientes insalubres, ergonomia e por aí vai.

  • Mas, agora, a grande diferença é que as empresas também serão responsabilizadas pelos “riscos psicossociais” que seus funcionários enfrentam nos escritórios.

E aqui estamos falando de questões como estresse, assédio moral, metas irreais, sobrecarga de trabalho, conflitos interpessoais e ambientes intimidadores.

(Sarah Grillo)

Ou seja… Todas as empresas brasileiras vão precisar adotar medidas reais para proteger a saúde mental dos colaboradores — e ainda serão fiscalizadas por isso.

Com a nova regra, por exemplo, o treinamento de diretores e gerentes passa a ser obrigatório, e os canais de denúncia totalmente anônimos também serão exigidos das empresas.

fonte: expresso

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