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EDIÇÃO ESPECIAL
Por Administrador
Publicado em 27/09/2026 11:57
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Falta exatamente uma semana para as eleições. Em 7 dias, os brasileiros estarão aptos a ir às urnas para decidir quem vai comandar o país, quem estará à frente do estado e quem o representará no Congresso e nas Assembleias Estaduais pelos próximos anos.

Somos mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, uma alta de 1,46% em relação a 2022, sendo 136,5 milhões obrigatórios e 22,2 milhões facultativos — analfabetos, adolescentes de 16 e 17 anos e idosos com mais de 70 anos.

Embora os holofotes e debates nacionais se voltem para a corrida à Brasília, existe uma decisão importante dentro de cada um dos estados.

️ Curiosidade: O colégio eleitoral do estado de São Paulo, com 34,4 milhões de eleitores, é maior do que a população inteira de países como o Canadá, Peru ou Marrocos e responde por mais de 21% de todos os votos do Brasil.

Um giro pelas federações

Se no nível federal a polarização chama a atenção, nos estados, ela também aparece em alguns estados, mas fica misturada por um jogo de alianças com partidos de centro que ajudam a ditar o ritmo da corrida.

O PSD, liderado por Gilberto Kassab, é, provavelmente, o melhor exemplo disso. A sigla lançou 13 candidaturas ao governo, sendo que apenas 4 delas apoiam o candidato do próprio partido ao Planalto, Ronaldo Caiado.

  • No geral, os outros 9 usaram da estratégia de independência regional para fazer alianças específicas, dependendo do contexto. É o caso do Rio de Janeiro, em que o partido fez aliança com o PT e disputa a corrida contra o PL.

Falando nos dois partidos… Se olharmos para a comparação PL vs. PT, o partido de Flávio Bolsonaro fica ligeiramente na frente em candidaturas a governador, com 13, contra 12 do partido de Lula.

Ambos adotaram alianças com outros partidos, principalmente com nomes que já apareciam à frente da corrida. É o caso do Rio de Janeiro, com o apoio do PT a Eduardo Paes (PSD), e de São Paulo, com o apoio do PL a Tarcísio de Freitas (Republicanos). Veja o mapa:

Em quesito de lideranças nas pesquisas, os números ficam assim:

  • PSD: Lidera ou aparece empatado em 1º lugar com 7 candidatos. (Amazonas, Maranhão, Pernambuco, RJ, Amapá, Sergipe e Rondônia)

  • PL: Lidera ou aparece empatado em 1º lugar com 5 candidatos. (Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Roraima)

  • PT: Lidera ou aparece empatado em 1º lugar com 2 candidatos. (Piauí e Bahia)

Mas indo além dos números exatos dos partidos, existe um outro fator que aparece claro: as teias de aliança. Aqueles candidatos que não são respectivamente do partido de cada um, mas que devem estar no palanque.

Enquanto Lula consegue espalhar a sua influência através de aliados diretos em quase todos os estados, a rede de Flávio conta com apoios de grande peso, mas enfrenta situações pontuais de "aliados desalinhados".

É o caso de estados como Bahia e Ceará, onde o partido está na coligação, mas o candidato local prefere manter distância do debate nacional.

Para bancar as candidaturas, precisa fazer a máquina girar

O fundo eleitoral liberado pelo TSE foi de R$ 4,96 bilhões. Do total do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, quatro partidos abocanham mais da metade da verba inteira do país:

  •  PL: R$ 881,6 milhões

  •  PT: R$ 615,3 milhões

  •  União Brasil: R$ 526,2 milhões

  •  PSD: R$ 421,0 milhões

(Imagem: Reprodução | Senado Federal)

Diferente das campanhas municipais concentradas em um só município, a eleição para governador consome fortunas em logística por cobrir grandes territórios.

Vamos falar um pouco de SP?

Se a disputa pelos estados já move bilhões e articulações complexas, São Paulo é a grande capital desse complexo.

O colégio eleitoral tem 34,4 milhões de votantes, o equivalente a mais de 21% do eleitorado nacional. Quem vence no Palácio dos Bandeirantes passa a gerir o segundo maior orçamento do setor público brasileiro, ficando atrás apenas da União.

O governador que sair vencedor em São Paulo importa — e muito — para o resultado que dá a cadeira da Presidência da República. O motivo, decidimos destrinchar em 4 tópicos:

  • Ter o governador paulista significa ativar a maior rede de prefeitos, secretários e cabos eleitorais do Brasil. Na prática, em um 2º turno e durante 4 anos de mandato, faz a campanha presidencial ter pernas e palanque em centenas de municípios ao mesmo tempo.

  • Como coração econômico do país, o alinhamento entre o Planalto e o Palácio dos Bandeirantes dita o ritmo de grandes obras, concessões e investimentos federais.

  • O governador paulista tem influência direta sobre a maior bancada de deputados federais em Brasília, peça-chave para aprovar reformas no Congresso.

  • São Paulo funciona como o maior "laboratório" de políticas públicas do país. Se o governador for de oposição, vira a principal vitrine alternativa ao Governo Federal.

Ou seja, se o cargo de governador continuar com Tarcísio ou for para as mãos de Fernando Haddad, garante a eles o controle do maior centro eleitoral e econômico da América Latina.

 

fonte: the news

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