O fim de uma era: Enquanto você tomava café da manhã, os últimos 2.500 soldados dos EUA que estavam numa base aérea no Iraque embarcaram num avião para deixar o país para sempre.
Como chegamos até aqui: Em 2003, no auge da chamada “Guerra ao Terror”, os EUA invadiram o Iraque para derrubar o ditador Saddam Hussein.
As tropas americanas então deixaram o país em 2011, mas acabaram voltando três anos depois para combater o Estado Islâmico. Era essa segunda missão que durava até hoje.
Por que sair agora? A saída dos EUA foi combinada em 2024, durante o governo de Joe Biden. Na visão do Pentágono, o objetivo de enfraquecer o EI foi concluído e o grupo deixou de ser uma ameaça.
Seja como for, o governo iraquiano decidiu comemorar a partida dos americanos com o “Dia da Soberania” e quatro dias de feriado.
O timing da despedida: Desde fevereiro, os EUA estão em guerra com o Irã — que faz fronteira com o Iraque e apoia financeiramente uma série de milícias armadas espalhadas pelo território iraquiano.
Além disso, embora o EI tenha perdido a capacidade de controlar grandes territórios, as tropas oficiais do governo do Iraque não conseguem acabar com certas células do grupo que seguem no país.
O risco continua: A região do Curdistão, no norte, perdeu os sistemas americanos de defesa aérea em Erbil, que já foi alvo de mais de mil ataques de drones e mísseis durante a guerra com o Irã.
A aliança diplomática entre Iraque e EUA continua, mas, mesmo assim, minorias como cristãos, yazidis e curdos também estão preocupadas.
Bottom-line: Agora, o mundo vai descobrir se o governo iraquiano consegue manter a segurança sozinho em um país onde ainda atuam extremistas, milícias armadas e interesses do Irã.