A mudança começou em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia. Desde então, o governo alemão passou a gastar pesado com armas, tanques e tecnologia militar.
O grande objetivo: A ideia é ter mesmo a maior força militar de toda a Europa e, para isso, os alemães estão dispostos a aprovar um orçamento que pode chegar a mais de 200 bilhões de euros por ano.
Como se não bastasse, os gastos com defesa devem chegar a 3,5% do PIB alemão já neste ano — hoje em dia, a porcentagem máxima é de 2%.
Um exemplo dessa nova fase é a criação de uma brigada permanente na Lituânia, com 5 mil soldados.
Essa vai ser a primeira vez que a Alemanha mantém tropas fixas fora do país desde a década de 1940.
Acontece que um ponto delicado é a falta de soldados.
Atualmente, o exército tem 180 mil soldados — abaixo da meta de 203 mil — e, por isso, estuda o retorno do serviço militar obrigatório, suspenso em 2011.
The big picture: A Alemanha quer ser o carro-chefe da Otan e até bater de frente com potências como EUA, China e Rússia quando o assunto é defesa. Afinal, num mundo mais instável, a segurança virou prioridade.