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Cuba olhou para o livre mercado e deu uma piscadinha
Por Administrador
Publicado em 15/10/2026 06:20
Geral

 

(Yamil Lage)

“Oi, sumido”: Num anúncio que teria soado impossível há alguns anos, Cuba decidiu abrir as portas para empresas privadas, investidores e até bancos particulares quando o assunto é energia.

O que vai mudar? Até agora, empresas estrangeiras que atuavam na exploração de petróleo cubano precisavam, obrigatoriamente, formar parcerias com o Estado para dividir a produção.

Agora, o governo passa a permitir concessões petrolíferas — que nada mais são que contratos que dão a uma empresa o direito de explorar determinada área por um período definido.

A reforma também abre espaço para a participação de empresas privadas cubanas em diferentes atividades do setor. Sim, elas existem.

O timing ajuda a explicar ⏰

Cuba enfrenta uma de suas piores crises econômicas e energéticas da história, convivendo com falta de alimentos, apagões, inflação nas alturas e queda no turismo.

Outro fator que acelerou a mudança foi a pressão dos EUA, já que Donald Trump endureceu as sanções contra a ilha e deixou claro que o país está no radar para uma possível intervenção americana.

  • Uma nova era: A medida sobre o petróleo não é um movimento isolado. Em junho, um pacote com 176 reformas foi aprovado para atrair investimentos e dar mais espaço ao setor privado.

Hoje, mais de 15 mil pequenas e médias empresas operam no país e empregam cerca de 1/3 dos trabalhadores cubanos.

Então mudou tudo de vez? Mesmo com essa abertura, o governo insiste que nunca vai abandonar o socialismo.

Para o presidente Miguel Díaz-Canel, a estratégia é parecida com a adotada pela China e pelo Vietnã — manter o controle político centralizado enquanto dá mais espaço para a economia de mercado.

fonte: expresso

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