A febre das famosas “canetas emagrecedoras”, como o Ozempic e o Mounjaro, saiu das farmácias e chegou às delegacias de todo o país.
Uma dose de contexto: O Brasil é um dos países com mais usuários desse tipo de medicamento no mundo. Por aqui, um em cada três lares tem pelo menos um morador que usa as canetinhas.
Como elas foram criadas originalmente para tratar diabetes e obesidade, só podem ser compradas com receita médica no nosso país — e por valores um tanto quanto salgados.
Para se ter uma ideia, um mês de Mounjaro na sua dose mais baixa custa cerca de R$ 1.500, praticamente um salário mínimo.
As canetinhas contrabandeadas do Paraguai devem movimentar R$ 6,5 bilhões em 2026. Somando outras vendas fora das farmácias, o mercado paralelo pode chegar a quase R$ 19 bilhões.
Virou assunto de polícia: Os roubos a farmácias também estão mais frequentes. As apreensões de canetinhas irregulares saltaram de 609 unidades em 2024 para mais de 60 mil em 2025.
Agora, a expectativa é que a chegada de genéricos ao mercado faça os preços dos remédios para emagrecer caírem, no mínimo, 70% — o que pode colocar um freio no contrabando.
O famoso “barato que sai caro”: Além de a origem do produto ser incerta, usar canetinhas sem acompanhamento médico aumenta — e muito — o risco de problemas de saúde decorrentes da dosagem inadequada.