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O ebola está cruzando cada vez mais fronteiras na África
Por Administrador
Publicado em 23/10/2026 20:08
Geral

(Reuters)

Um novo sinal de alerta: Marcando a volta do ebola ao país mais populoso da África, a Nigéria registrou seu primeiro caso da doença depois de 12 anos.

  • A ocorrência veio de uma mulher que viajou a negócios pelo leste do Congo e passou por Uganda antes de chegar a Abuja, a capital nigeriana.

Por que isso importa: Agora a OMS considera que a situação ficou mais complexa, já que o surto, que começou no Congo em maio, se tornou o mais espalhado geograficamente da história do vírus.

Isso sem falar que a Nigéria é um grande ponto de conexão de voos na África Ocidental — assim como o Quênia, onde o ebola também foi identificado nas últimas semanas.

A relevância: O maior problema é a velocidade de transmissão, já que, em poucos dias, o vírus saiu de uma região inicialmente concentrada e se espalhou por cinco países e 54 zonas de saúde.

Para dar uma dimensão do ritmo da crise, um funcionário da ONU afirmou que o vírus está “matando alguém a cada 30 minutos”.

Por que isso importa? A cepa responsável pelos casos africanos é a Bundibugyo, uma variante rara, com apenas dois surtos anteriores registrados.

  • Diferentemente da cepa Zaire — que foi foco das notícias em 2014 —, esta não tem vacina nem tratamentos específicos aprovados.

⚠ Um disclaimer: Dependendo da cepa e do acesso ao tratamento médico, o ebola mata entre 25% e 90% das pessoas infectadas.

Diferentemente de vírus como o da Covid, a doença não se espalha pelo ar. A transmissão acontece pelo contato com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue e vômito.

Entrando em campo: A OMS declarou o surto como uma "emergência de saúde pública de interesse internacional” — o seu segundo nível mais alto de alerta.

Mesmo assim, a organização diz que o surto ainda pode ser controlado e que, fora da região da RDC e da África Central, o risco continua sendo considerado baixo — mesmo com o caso nigeriano.

fonte: expresso

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