A ocorrência veio de uma mulher que viajou a negócios pelo leste do Congo e passou por Uganda antes de chegar a Abuja, a capital nigeriana.
Por que isso importa: Agora a OMS considera que a situação ficou mais complexa, já que o surto, que começou no Congo em maio, se tornou o mais espalhado geograficamente da história do vírus.
Isso sem falar que a Nigéria é um grande ponto de conexão de voos na África Ocidental — assim como o Quênia, onde o ebola também foi identificado nas últimas semanas.
A relevância: O maior problema é a velocidade de transmissão, já que, em poucos dias, o vírus saiu de uma região inicialmente concentrada e se espalhou por cinco países e 54 zonas de saúde.
Para dar uma dimensão do ritmo da crise, um funcionário da ONU afirmou que o vírus está “matando alguém a cada 30 minutos”.
Por que isso importa? A cepa responsável pelos casos africanos é a Bundibugyo, uma variante rara, com apenas dois surtos anteriores registrados.
Diferentemente da cepa Zaire — que foi foco das notícias em 2014 —, esta não tem vacina nem tratamentos específicos aprovados.
Um disclaimer: Dependendo da cepa e do acesso ao tratamento médico, o ebola mata entre 25% e 90% das pessoas infectadas.
Diferentemente de vírus como o da Covid, a doença não se espalha pelo ar. A transmissão acontece pelo contato com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue e vômito.
Entrando em campo: A OMS declarou o surto como uma "emergência de saúde pública de interesse internacional” — o seu segundo nível mais alto de alerta.
Mesmo assim, a organização diz que o surto ainda pode ser controlado e que, fora da região da RDC e da África Central, o risco continua sendo considerado baixo — mesmo com o caso nigeriano.