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(Reuters)
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Como se fosse o “Caso Master” deles: Em questão de poucos dias, o Paraguai se viu mergulhado em uma de suas maiores crises políticas e financeiras da história — e tudo graças a um banco.
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Te parece familiar? Num esquema que daria inveja a Daniel Vorcaro, o banco basicamente não tinha dinheiro suficiente para cobrir os riscos de suas operações.
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O problema estava em empréstimos multimilionários feitos a empresas ligadas ao próprio grupo dono do banco. Não por acaso, oito ex-diretores já estão presos.
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A dimensão do estrago 
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A grande questão é que o Ueno quebrou deixando 3 milhões de pessoas no escuro em um país que tem 7,5 milhões de habitantes.
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Com mais de US$ 850 milhões em recursos públicos administrados — incluindo dinheiro de fundos de aposentadoria à la Master —, todos os clientes perderam acesso às suas contas.
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E agora? O governo acionou o fundo de garantia de depósitos para devolver o dinheiro dos correntistas — que incluem alguns brasileiros.
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Essa cobertura pode alcançar cerca de US$ 36 mil por cliente, o suficiente para proteger aproximadamente 97% deles.
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A gota d’água: Mesmo assim, o caso virou uma crise nacional, com milhares de paraguaios indo às ruas protestar e até chegando a entrar em confronto com a polícia.
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Mas é aqui que a coisa chega na política 
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O então presidente do Banco Central do Paraguai, Carlos Carvallo, comandou o banco até agosto de 2023, quando assumiu o cargo no governo. Depois da crise, ele renunciou.
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Além disso, o agora ex-presidente do país, Santiago Peña, foi sócio do grupo controlador do Ueno até março do ano passado.
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O ato final: Com a oposição o acusando de conflito de interesses, de omissão e de proteger o banco para facilitar contratos com a previdência, Peña renunciou ao cargo mais importante do Paraguai.
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Pouco depois, a Câmara aprovou por 78 votos a zero — incluindo votos de governistas — o pedido de impeachment contra ele. Quem assume agora é o seu vice, Pedro Alliana.
fonte: expresso
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