O mundo ganhou oficialmente um novo — e polêmico — órgão internacional. Em Davos, Trump anunciou a criação do Conselho da Paz, uma iniciativa que promete supervisionar o governo de transição na Faixa de Gaza e “garantir estabilidade global”.
Explicando: O conselho nasce como parte da 2ª fase do acordo de paz entre Israel e Hamas, prevendo Gaza como uma zona desmilitarizada, administrada por um comitê palestino tecnocrático, sob supervisão internacional.
O curioso é que Trump será o presidente vitalício do conselho, com poder de veto e autoridade para escolher quem entra — e quem sai. O estatuto ainda prevê que países paguem US$ 1 bilhão para virarem membros permanentes.
O americano convidou 60 líderes mundiais para participar do órgão, mas, até o momento, apenas 1/3 decidiu fazer parte. Países como Reino Unido, China e Brasil ainda não responderam, enquanto a França já declinou.
Por que isso importa? O Conselho da Paz já nasce sendo visto como uma “ONU paralela”. O próprio Trump disse que o órgão poderia substituir a Organização, criticando “instituições que falharam”.
Para diplomatas, isso poderia enfraquecer o trabalho de 80 anos realizado pela entidade, criada após a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de promover a paz, a segurança internacional e os direitos humanos.
Por enquanto, os EUA continuam normalmente como membros da ONU, apesar de já terem saído da OMS e da Comissão de Direitos Humanos.