Embora ambos os países tenham dito que as negociações avançaram após o encontro de Genebra nesta terça-feira, os americanos parecem não estar otimistas quanto a fechá-las.
Ao contrário do que ocorreu em junho do ano passado, esta operação seria uma ofensiva conjunta entre EUA e Israel, com o objetivo de destruir o programa nuclear e causar a queda do regime iraniano.
O que sustenta essa tese: Além de um novo porta-aviões, o Pentágono enviou à região dezenas de caminhões-tanque, 150 aviões de carga militar e outros 50 caças de elite (F-35 e F-22) nas últimas 24 horas. Com isso, os EUA alcançam o maior poderio aéreo no Oriente Médio desde a invasão do Iraque, em 2003.
Por que isso importa: Um conflito no Oriente Médio poderia trazer precedentes extremamente perigosos com relação à segurança, uma vez que outros países possivelmente também se envolveriam no caso.
Quanto à parte econômica, teria um impacto direto no preço do barril de petróleo, que subiu 4% ontem — para pouco mais de US$ 70 — após o Irã anunciar o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.