Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, a equipe do Programa de Assistência ao Paciente com Asma e Rinite (Proapar) realizou, nesta quarta-feira (11), uma ação de conscientização e orientação para os assistidos pelo programa. Durante o evento, que aconteceu na sede do programa, foram realizados acolhimentos aos pacientes, palestra sobre violência contra a mulher e uma reflexão sobre os direitos das mulheres.
Também foram divulgadas informações sobre a rede de proteção e atendimento à mulher em nosso município, composta pelo Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) Mercedes Baptista e a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), para que possam acessar esses serviços quando necessário.
“É importante ressaltar que o Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data comemorativa, mas sim um marco de lutas e conquistas das mulheres ao longo dos anos, em busca de melhores condições de trabalhistas, equidade, igualdade e contra todas as formas de preconceito e violência, sejam elas físicas, psicológicas ou patrimoniais. A equipe Proapar repudia qualquer forma de violência e está empenhada em orientar as mulheres sobre seus direitos e em oferecer apoio às suas necessidades”, disse a assistente social Ana Claudia Cordeiro de Oliveira.
Segundo ressaltou, Ana Cláudia, o Proapar não se limita ao tratamento da doença. “A equipe considera as questões sociais dos pacientes, e o Serviço Social está presente para acompanhar de perto essas demandas, identificar as necessidades e encaminhar os pacientes aos benefícios disponíveis. Estes benefícios incluem programas municipais, estaduais e federais, como o Benefício de Prestação Continuada e o Programa Bolsa Família. O encaminhamento é realizado de acordo com as necessidades sociais apresentadas por cada paciente”, acrescentou.
Casados há 40 anos, Maria José de Carvalho, 70 anos, e Carlos Augusto Carvalho Pessanha, 68 anos, estiveram presentes na ação e falaram sobre o tema. Ela defende leis mais rígidas, principalmente contra o feminicídio. “Falo por mim, por minha irmã e minha filha, pois nós já sofremos violência, mas à época não podíamos contar com ninguém. Sou contra a violência. A lei do feminicídio precisa mudar no Brasil, ser mais rígida”, disse a idosa que defende o diálogo com ferramenta para relacionamentos mais saudáveis.
“Tem que conversar. Lá em casa a gente faz reunião sobre tudo, reunião com os filhos, com os netos e com os bisnetos. Até se mencionar uma palavra, um vocabulário, que não gosto, a gente senta e resolve na hora, pois precisamos deixar um legado bom para os filhos, os netos e as noras. Eu eduquei meus filhos dizendo ‘em mulher não se bate’ e deu certo para eles, para o meu segundo casamento e para minha filha que refez a vida dela”, disse.
Carlos Augusto acrescentou: “É uma covardia o que os homens estão fazendo. Não aceite isso. Tem hora que vejo as coisas (violência contra a mulher), até choro. Eu faço a minha parte, sou uma pessoa de natureza fria, calmo. Não sou violento com nada na vida. Graças a Deus vivo com tranquilidade em qualquer lugar. Violência não é certo”, disse.
Atualmente, há 5.878 pacientes cadastrados no programa. Esse público vai do infantil ao adulto, incluindo crianças com condições atípicas, como autismo e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O programa oferece atendimento com equipe multidisciplinar, que inclui enfermagem, alergistas, pneumologistas, serviço social, fisioterapia, como explica a coordenadora do Proapar, Rita de Cássia Ribeiro Alves Pessanha. Ela também falou sobre a ação.
“Temos visto a necessidade desse esclarecimento para todas as faixas etárias de idade porque sabemos que o órgão público tem todo um suporte, amparo tanto à criança, às mulheres, aos idosos. Temos 5.878 pacientes cadastrados. Aqui desenvolvemos um programa voltado para o tratamento de rinite e asma, incluindo o processo de medicamentos. E, em colaboração com a assistente social, estamos empenhados em garantir o acesso dos pacientes aos seus direitos, muitos dos quais desconhecem. Contamos com uma equipe de profissionais, incluindo dois pneumologistas (um infantil e um adulto), dois alergistas e uma médica clínica geral, que oferecem suporte completo”, disse Rita.
fonte: secom