A alta cúpula do Judiciário parece estar na berlinda, de acordo com a opinião pública. Uma série de levantamentos recentes mostrou que a Corte máxima do país vive uma crise de credibilidade para os brasileiros.
Mas o buraco é mais embaixo quando o assunto é o comportamento ético:
Para 79%, um ministro deveria se declarar impedido de julgar clientes de escritórios de parentes.
O STF é a instituição mais associada ao escândalo do Banco Master, com 35% dos votos — o caso foi o estopim para uma onda de insatisfação.
O sentimento de desconfiança parece alimentado pela percepção de uma "zona cinzenta" entre o público e o privado.
No caso do Master, o que aumenta ainda mais são as suspeitas de influência e relações próximas — como as mensagens de Moraes e o escritório de sua esposa, ou as conexões de Toffoli com o resort Tayayá.
O sentimento chega nas urnas… 38% dos brasileiros afirmam que evitarão votar em qualquer candidato envolvido no escândalo do banco, enquanto 66% afirmam ser importante votar em senadores que defendem o impeachment de ministros.
“Sim, mas”: Por outro lado, o STF ainda é visto por 51% das pessoas como importante para a democracia.