Fábio Luís Lula da Silva, ou Lulinha para os mais íntimos, trabalhou como assessor e consultor do Grupo Fictor, a empresa que anunciou a compra do Master horas antes do Banco Central realizar a liquidação do banco.
A informação revelada pela Folha de São Paulo tem como fonte duas pessoas que trabalharam na empresa. Elas chegaram a comentar que, para não ser notado, Lulinha chegou até a restringir visitas aos escritórios — mas que foi visto na empresa no ano passado.
Mensagens mostram executivos da Fictor pedindo para movimentar dinheiro nas empresas de fachada de um operador chamado "Ralado" — o mesmo operador que chefia o núcleo financeiro ligado ao Comando Vermelho.
Onde Lulinha entra nisso?
Lulinha teria sido contratado pela Fictor como consultor para fazer a aproximação da empresa e dos executivos com o governo. As fontes apontam que foi por essa “consultoria” que o ex-sócio do grupo, Luiz Rubini, conseguiu acessos em Brasília, incluindo:
Ser chamado por Lula para entrar no “Conselhão”, o grupo consultivo do presidente, formado por mais de 100 nomes;
Participar do Grupo Parlamentar de Relacionamento com o Brics no Senado.
O outro lado: O advogado de Lulinha confirmou que seu cliente conhece Rubini, mas disse ser mentira que ele trabalhou ou prestou serviços à Fictor ou ao ex-sócio. Ele ainda ressaltou que Lulinha vive na Espanha desde 2024.