Uma mão lava a outra: A possível medida faz parte de um acordo entre o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente Lula de olho na aprovação do fim da escala 6x1.
Por um lado, a mudança ajudaria a estimular o empreendedorismo no país. Aumentar o teto do MEI, significa que mais microempreendedores poderão ter acesso à carga tributária reduzida e à garantia de direitos previdenciários.
Mas é justamente nesse ponto que entra um dos principais conflitos. Hoje, pagando uma taxa de 5% do salário mínimo, os MEIs garantem acesso à aposentadoria.
Acontece que isso é bem menos do que pagam os CLTs e quase nada perto do custo que gerarão quando se aposentarem — gerando um déficit previdenciário estimado em R$ 700 bilhões a valor presente.
Mas qual seria a solução? Especialistas no tema defendem que o ideal seria criar um imposto gradativo de 8% a 12% baseado no faturamento para a classe contribuir mais com a previdência.
Na prática, o impacto é amplo, já que são +16 milhões de MEIs no Brasil. O governo já prevê uma diminuição da arrecadação de R$ 1,5 bilhão em 2026 e R$ 2 bilhões em 2027.