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A noite de ontem marcou o início de mais um capítulo do conflito no Oriente Médio: ataques diretos entre Estados Unidos e Irã, carimbando a volta das tensões na região.
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Aos esquecidos & desavisados: No domingo, depois de ataques entre Israel e Líbano, o Irã lançou mísseis contra Israel. Na sequência, Israel realizou bombardeios no Irã, apesar de Trump ter pedido para o país não retaliar. Relembre aqui.
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Depois que os dois países suspenderam os ataques, parecia que a tensão iria diminuir. Mas, ontem, os EUA acusaram o Irã de ter derrubado um de seus helicópteros na região do Estreito de Ormuz com um drone.
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Mesmo assim, a queda da aeronave fez o governo Trump reagir com ataques de mísseis a alvos no Irã, incluindo sistemas de defesa aérea e radares iranianos ao redor do Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA afirmou que a missão foi uma ação de “autodefesa proporcional”.
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Em contrapartida, o chanceler do Irã disse que nenhum ataque ficaria sem resposta. Pouco tempo depois, o país lançou mísseis contra bases americanas na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein. Relatos apontam que parte deles foi interceptado antes de chegar aos alvos.
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Por que isso importa: A ofensiva dos EUA marca uma mudança de postura do país em relação às semanas recentes. Lembre-se que, até então, Trump tentava frear os ataques de Israel para chegar logo a um cessar-fogo e acabar com a guerra — que tem impactado negativamente na sua popularidade.
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Falando em Líbano… 
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(Imagem: REUTERS | Mohamed Azakir)
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O governo oficial do país aceitou um acordo de cessar-fogo com uma condição quase impossível: eles precisam desarmar e expulsar o Hezbollah do país.
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O problema é que o Líbano está passando por maus bocados. O país só consegue oferecer eletricidades por algumas horas ao dia, a população migrou da moeda local para o dólar e o exército oficial é menos poderoso do que a milícia do Hezbollah.
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Por não ter participado das negociações, o Hezbollah rejeitou os termos. O secretário-geral do grupo foi além, chamou a ordem de desarmamento de extermínio e convocou os apoiadores para irem às ruas contra o próprio governo do país.
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Enquanto isso, alegando que o Hezbollah se recusa a parar, Israel lançou novos ataques à cidade de Tiro, deixando mortos e emitindo ordens de evacuação. Toda essa violência forçou +1M de libaneses a fugirem do sul do país.
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Acontece, que bairros de maioria cristã e sunita em Beirute estão se recusando a acolher esses refugiados — que são em maioria muçulmanos xiitas — temendo que a presença deles acabe atraindo bombas israelenses para suas regiões.
fonte: the news
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