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"Julho Amarelo" reforça importância da prevenção por meio da vacina e teste rápido
Por Administrador
Publicado em 08/07/2026 17:22
Geral
 (Foto: Kelly Maria / Divulgação)
 

 

O mês de julho é dedicado à prevenção, vigilância e controle das hepatites virais, doenças que, se não tratadas, podem evoluir para cirrose e câncer de fígado. Instituída pela Lei nº 13.802/2019, a campanha Julho Amarelo reforça a importância da prevenção, principalmente por meio da vacinação, uso de preservativos e adoção de hábitos seguros. É importante lembrar que, embora não exista vacina para a hepatite C, o diagnóstico precoce permite o tratamento. O Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais é celebrado em 28 de julho.
 
Em Campos, o Centro de Doenças Infecto-Parasitárias (CDIP), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, presta serviços aos munícipes com distribuição de preservativos, palestras educativas, quando solicitadas, e profissionais capacitados para realização de testes rápidos. De janeiro a abril deste ano, foram realizadas 614 testagens. Em 2025, foram 2.125 testes para hepatite B e 2.130 de hepatite C.
 
“A principal forma de prevenção consiste na vacinação contra as hepatites A e B, no uso de preservativos para evitar a transmissão das hepatites B, C e D, bem como na adoção de práticas seguras no âmbito da assistência à saúde. O diagnóstico é realizado por meio de exames, que incluem testes rápidos ou exames de sangue convencionais, capazes de identificar antígenos ou a carga viral. Esse procedimento está disponível na rede pública, inclusive por meio de testes rápidos para as hepatites B e C, acessíveis em nossas Unidades Básicas de Saúde, hospitais e no CDIP”, informou o subsecretário de Vigilância em Saúde, infectologista Rodrigo Carneiro.
 
As hepatites virais são doenças infecciosas causadas por vírus classificados de A a E. Embora existam cinco tipos, o Brasil registra a circulação das hepatites A, B, C e D. A hepatite E não é endêmica no país, e a hepatite D ocorre restritamente na região amazônica.
 
“A forma de transmissão das hepatites varia conforme o tipo viral. As hepatites A e E são transmitidas por via fecal-oral. Já as hepatites B, C e D possuem transmissão parenteral, ocorrendo por meio de relação sexual ou pelo contato com fluidos corporais através de objetos compartilhados, tais como alicates de unha, agulhas, seringas, transfusões de sangue ou procedimentos de hemodiálise”, pontuou Carneiro.
 
SINTOMAS E TRATAMENTO – O especialista destaca que os sintomas das hepatites podem ser variados e, em muitos casos, o paciente permanece assintomático. “Geralmente, as manifestações clínicas surgem apenas quando a doença hepática atinge um estágio moderado ou avançado, uma vez que decorrem da disfunção progressiva do fígado, incluindo quadros de cirrose. Portanto, a presença de sintomas costuma indicar um comprometimento hepático já consolidado. Entre os sinais mais frequentes, estão emagrecimento, perda de massa muscular, fraqueza, mal-estar, edema em membros inferiores e ascite (acúmulo de líquido na cavidade abdominal)”, apontou.
 
Rodrigo explica que as hepatites possuem tratamento específico. Enquanto a hepatite A apresenta, em geral, uma evolução benigna, na qual o manejo foca no controle dos sintomas, as hepatites B e C possuem potencial de cronificação e exigem tratamento medicamentoso específico. Em Campos, esse acompanhamento é realizado no Centro de Doenças Infecto-Parasitárias por médicos especialistas, que disponibilizam, inclusive, a medicação necessária.
 
“Desde 2014, a vacina contra a hepatite A faz parte do calendário infantil nacional, enquanto a vacina contra a hepatite B encontra-se disponível para adultos jovens nas Unidades Básicas de Saúde. Portanto, a imunização para ambas as doenças deve ser incentivada. Além disso, é necessário promover a prática de relações sexuais protegidas e redobrar os cuidados em procedimentos que envolvam o rompimento da barreira cutânea. É imprescindível garantir que profissionais, como dentistas e tatuadores, utilizem exclusivamente materiais descartáveis ou devidamente esterilizados”, finalizou o médico.
 
DADOS – De janeiro a junho deste ano foram 2.983 doses aplicadas de hepatite A; 20 doses de hepatite A+B e 10.547 doses de hepatite B. Já no ano passado, o município aplicou 6.497 doses de hepatite A; 52 de A+B e 21.922 de hepatite B.
 
fonte: secom
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