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A vacinação é um dos cuidados mais importantes para garantir a saúde e o bem-estar dos pets. Além de prevenir doenças que podem se tornar graves e até fatais, fortalece o sistema imunológico dos animais. Por isso, é fundamental os tutores manterem a vacinação de cães e gatos em dia, contribuindo para a prevenção de zoonoses e uma convivência mais segura com os seres humanos.
As zoonoses são doenças infecciosas e podem ser transmitidas entre animais e seres humanos. Elas costumam ser causadas por vírus, bactérias, fungos ou parasitas e representam um importante desafio para o conceito de Saúde Única, que estabelece a conexão entre as saúdes humana, animal, vegetal e ambiental, pois existem mais de 200 doenças desse tipo.
Segundo Lucas Correia, médico-veterinário e coordenador do curso de Medicina Veterinária da UNINASSAU Rio de Janeiro, a principal zoonose controlada por meio da vacinação é a raiva, transmitida pela mordida, arranhadura ou contato com a saliva de bichos infectados. “Outras doenças, como a leptospirose, podem ser prevenidas parcialmente pela vacinação dos cães, reduzindo a infecção e eliminação da bactéria no ambiente. A transmissão ao ser humano ocorre pelo contato com água, solo ou urina de animais infectados que possam estar carregando o agente”, destaca.
Quando os animais não são vacinados, ficam mais suscetíveis a doenças graves, inclusive algumas que levam à morte. “Além do risco individual, eles também podem atuar como fonte de infecção e disseminação de agentes para outros bichos e, em alguns casos, para seres humanos. A falta de vacinação favorece surtos e reduz a proteção coletiva da população animal”, ressalta o médico-veterinário.
Além de vacinar os animais, é importante estar atento aos sinais de alterações na saúde dos pets. Sintomas como falta de apetite, prostração ou apatia, febre, vômitos ou diarreia persistentes, tosse, dificuldade respiratória, alterações neurológicas, como tremores ou convulsões, perda de peso, lesões de pele ou feridas que não cicatrizam podem indicar a necessidade de procurar uma avaliação veterinária.
Somado à vacinação, para evitar que os animais adquiram doenças, os responsáveis também devem adotar medidas preventivas, como o controle regular de pulgas, carrapatos e mosquitos, a vermifugação periódica, o fornecimento de alimentação balanceada e água de qualidade, a manutenção de um ambiente limpo e higienizado. Além disso, é importante realizar consultas veterinárias preventivas.
Lucas Correia orienta evitar contato com bichos doentes ou sem histórico sanitário conhecido, recolher e descartar corretamente fezes e outros resíduos e utilizar coleiras repelentes em áreas de risco para doenças transmitidas por vetores. “Essas medidas, quando adotadas em conjunto, não protegem apenas a saúde dos animais, mas também são fundamentais para garantir a Saúde Única”, afirma.
fonte: UNINASSAU