Ontem, o grupo terrorista Hamas concordou com o acordo mediado pelos EUA para encerrar a guerra com Israel na Faixa de Gaza. O presidente Donald Trump informou que os israelenses também estão satisfeitos.
Contextualizando: Apesar de serem inimigos históricos, o mais recente conflito começou em outubro de 2023, quando combatentes do Hamas lançaram um ataque de Gaza em Israel. Como resposta, o governo israelense realizou uma ofensiva militar na região.
O anúncio ocorreu um dia após o POTUS afirmar que seu Conselho da Paz — criado em outubro do ano passado para mediar o fim da guerra — tinha avançado nos termos do acordo para encerrar o conflito.
Como isso vai funcionar?
Na prática, esse acordo faz parte de um plano que engloba 20 pontos. Dois dos principais, segundo Trump, devem acontecer da seguinte forma:
Do lado do Hamas: O grupo entregará suas armas para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza — um órgão formado por tecnocratas palestinos e apoiado pelo Conselho de Paz.
Do lado de Israel: Depois que as armas do Hamas forem entregues, as tropas do país se retirarão gradualmente e não farão mais ataques militares.
Assim que os israelenses deixarem o território, a Força Internacional de Estabilização — que ainda está sendo criada e deve reunir tropas de diferentes países — trabalhará com uma nova força policial palestina para assumir a responsabilidade por Gaza.
Mas o caminho pode ser mais complicado… Por um lado, o embaixador de Israel na ONU concorda com a ordem de Trump. Por outro, um membro do Hamas afirmou que Israel deve retirar suas tropas para o grupo entregar suas armas, já que considera que os israelenses não respeitaram um acordo passado.
Os detalhes da implementação ainda serão discutidos por mediadores do Egito, EUA, Catar e Turquia. Representantes do grupo terrorista informaram que a definição de um cronograma ainda deve levar pelo menos duas semanas — com reuniões previstas em Cairo.