Apesar de não vir com uma maçã… A Alphabet lançou a nova linha dos seus celulares, a Pixel 11. Com preços até US$ 100 mais altos, a empresa aposta no Gemini como seu principal diferencial — dias antes da Apple lançar uma Siri renovada, construída sobre modelos de AI do próprio Google.
Para quem não lembra, as duas empresas fecharam um acordo no começo do ano para a Apple utilizar o Gemini para aprimorar a Siri.
A linha Pixel 11 tem quatro modelos — padrão, Pro, Pro XL e Pro Fold. A novidade central é o Gemini Intelligence, que cruza mensagens, agenda e mapas para executar tarefas sem o usuário abrir um chatbot separado.
A empresa está competindo diretamente com um de seus maiores clientes de AI. A Apple cita os mesmos diferenciais que o Google agora usa para vender o Pixel como diferente de qualquer iPhone.
Apesar disso, o Pixel provavelmente nunca foi pensado pela Alphabet como um negócio que precisa se sustentar sozinho. Isso porque seu lucro bruto equivaleria a uma fração pequena dos US$ 119,8 bi que a Alphabet faturou só no 2º trimestre de 2026.
O que explica o lançamento? Pense que ele é o principal canal da empresa para colocar sua AI na mão do usuário antes dele usar outro modelo. Na prática, ele ajuda a justificar os +US$ 180 bi que a empresa planeja investir em infraestrutura de AI.