O país do xá atacou o país do chá… Hackers ligados ao regime iraniano protagonizaram o ataque mais bem-sucedido já registrado contra a infraestrutura energética do Reino Unido, deixando uma usina de energia britânica fora do ar por quatro dias.
O incidente ocorreu ao mesmo tempo em que invasões a sistemas de tratamento de água nos EUA foram registradas. O FBI atribuiu os ataques a "autores maliciosos", mas fontes do governo americano depois confirmaram Teerã como a origem mais provável.
As ações são resultado de uma doutrina que o país constrói há décadas. Incapaz de rivalizar militarmente com grandes potências, o Irã transformou o ciberespaço em sua principal ferramenta de "guerra assimétrica".
A ideia é atacar onde o adversário é mais vulnerável e mais barato de atingir, sem provocar uma resposta militar direta.
Outro nome famoso por investir nesse tipo de ameaça é a Coreia do Norte. O país asiático é conhecido pelos ataques hackers à corretoras e criptomoedas, num movimento para aumentar o caixa e financiar o atual regime.
Desde o início do conflito na região, unidades ligadas à Guarda Revolucionária do Irã já atacaram sistemas de água e energia nos EUA, Europa e Oriente Médio, usando exatamente a mesma lógica.
Para analistas de segurança, esses ataques tem menos a ver com sabotagem imediata e mais com mostrar a seus adversários que o regime consegue alcançar a infraestrutura sensível do inimigo.