Peptídeos, spas, remédios importados… Essa poderia facilmente ser a rotina de uma blogueira de saúde, mas é o novo café da manhã dos pets. Isso porque donos de animais de estimação nos EUA estão investindo pesado em tratamentos pra fazer seus animais viverem mais.
A tendência copia o autocuidado humano, e surgiu em resposta à insatisfação com o sistema médico tradicional e à onda de tratamentos não convencionais.
O movimento ajuda a explicar o recorde de US$ 165 bilhões previstos em gastos com pets apenas nos EUA este ano.
A grande aposta é em um remédio chamado rapamicina, usado há 25 anos em humanos contra rejeição de órgãos. Em ratos, ele apresentou um efeito promissor contra o envelhecimento, apesar de em cães ainda não ter uma resposta definitiva.
O mercado também percebeu a oportunidade. Farmacêuticas como TriviumVet e Elanco já correm atrás de aprovação do FDA e de arrecadar milhões em pesquisa pra transformar a demanda em remédios autorizados.
Por outro lado, veterinários afirmam que improvisar tratamentos sem comprovação científica pode ser arriscado e alertam contra a administração de medicamentos não comprovados a animais idosos.