Aparentemente, sim. Apenas 35% dos adolescentes americanos de 16 a 19 anos tiveram um emprego remunerado neste verão. O número é bem menor do que os mais de 50% registrados até o ano 2000.
O pico histórico de jovens trabalhando no país foi em 1978, quando 58% dos adolescentes possuíam um emprego.
Why does it matter? Seja trabalhar em lanchonetes ou acampamentos, o emprego de verão era considerado um rito de passagem para os americanos. A queda reflete mudanças mais amplas no mercado de trabalho entre os jovens, que não veem mais esses trabalhos como essenciais.
Entre os principais motivos apontados para essa queda estão (i) a diminuição no número de vagas de entrada e (ii) os calendários escolares que empurram o ano letivo para mais perto do verão — o que deixa jovens sem tempo para realizarem outras atividades.
Outro fator que pesa muito no dado é a substituição do trabalho por estágios não remunerados ou trabalho voluntário, que não entram na conta oficial de emprego.
(Imagem: PEW Research Center | Reprodução)
Apesar disso, a queda não é uniforme. Segundo a pesquisa, adolescentes brancos têm uma taxa de emprego bem maior do que hispânicos, negros e asiáticos.
No Brasil, a tendência é parecida. No 1º trimestre deste ano, 25% dos adolescentes de 14 a 17 anos estavam desempregados, enquanto entre os jovens de 18 a 24 anos a taxa de desocupação foi de 13% — mais que o dobro da média nacional.