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Famílias, empresas e governo: o Brasil nunca esteve tão endividado
Por Administrador
Publicado em 02/09/2026 11:23
Geral

 

(Poder360 c/ IA)

 O país do futebol das dívidas? Três frentes importantes para o funcionamento de um país bateram, ao mesmo tempo, os maiores níveis de endividamento e inadimplência da história.

E o problema maior não é nem o tamanho das dívidas, mas o quanto custa pagá-las — já que os juros por aqui continuam altos, fazendo do Brasil o país com o maior juro real do mundo.

 Por que isso importa: Quando famílias, empresas e governo estão endividados juntos, o aperto acaba virando uma bola de neve, fazendo a economia do país perder velocidade.

Vamos aos números :

  • A dívida bruta do governo foi a 81,93% do PIB — mais que o dobro de dez anos atrás;

  • 82% das famílias brasileiras estão endividadas, o recorde da série histórica iniciada em 2010;

  • Mais de 73 milhões de brasileiros — 40% da população adulta — estão com o nome sujo;

  • 9 milhões de CNPJs estão inadimplentes, a maioria de micro e pequenas empresas, somando R$ 232 bi em dívidas atrasadas;

  • As empresas listadas na Bolsa dobraram a dívida líquida em seis anos — de R$ 719 bilhões para R$ 1,3 trilhão.

 Como explicar tudo isso? Desta vez, o vilão não é o desemprego nem a falta de renda. Na verdade, o Brasil está com a sua menor taxa de desemprego da história e com os trabalhadores ganhando mais.

O que está pegando mesmo é o custo do crédito, que tem disparado desde que a Selic passou de 10% ao ano em 2022.

Ao mesmo tempo, houve uma explosão da oferta de empréstimos, puxada pelas fintechs — que cresceram quase 330 vezes desde 2016.

 Um efeito cascata: Pense que menos dinheiro sobrando significa menos consumo, e menos consumo significa empresas vendendo menos e tendo mais dificuldade para pagar as dívidas.

Como consequência, bancos e consultorias já reduziram as projeções de crescimento do PIB para o ano que vem. Embora uma recessão não esteja no radar, o cenário é de desaceleração — puxada justamente pelo peso das dívidas.

fonte: expresso

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