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(O Globo)
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Parecia Copa do Mundo. Ontem, milhões de brasileiros concentraram os seus olhares no plenário do Supremo Tribunal Federal, fazendo do julgamento o mais assistido da história.
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E não era para menos, afinal, pela primeira vez, o STF se reuniu para decidir se um de seus ministros seria investigado ou não.
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Mas não foi bem isso o que aconteceu… Em vez de se concentrarem nas supostas relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, os magistrados debateram questões mais técnicas — além de discutirem bastante entre si.
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A principal delas foi uma questão de ordem de Gilmar Mendes que pedia que as petições sobre Moraes e sobre a conduta de André Mendonça na relatoria do caso Master fossem julgadas juntas.
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E essa acabou sendo a pauta do dia: Com a suspeição de Dias Toffoli e o impedimento de Nunes Marques — ambos autoproclamados —, o plenário seguiu com apenas 8 ministros elegíveis a votar.
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O resultado parcial ficou em 4 votos a 3 pelo julgamento separado. Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram dessa maneira; já Zanin, Moraes e Gilmar Mendes queriam tudo junto.
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Mas é aqui que a coisa complicou 
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Flávio Dino — que já tinha se colocado a favor do julgamento conjunto — pediu vista, ou seja, mais tempo para estudar o processo antes de decidir.
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O que vem por aí: Em caso de empate — que é o que deve acontecer depois do voto de Dino —, o relator e presidente do Supremo, Edson Fachin, deve decidir o que acontece.
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Seja como for… O pedido de investigação contra Mendonça por suposto abuso de autoridade segue marcado para a próxima terça-feira.
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Ao que tudo indica, ainda estamos longe de um veredito sobre investigar Moraes, e essa decisão deve ficar para os próximos dias, semanas ou meses.
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Mas uma coisa é certa: Todo esse caos e as diferentes discussões durante a sessão deixaram claro que a Suprema Corte nunca esteve tão dividida e nunca enfrentou uma crise tão grave quanto essa.
fonte: expresso
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