Para se ter uma ideia, as mulheres já são 4,4% dos trabalhadores de construção, instalação e reparos nos EUA. Há dez anos, elas não chegavam nem a 3%.
O que mudou? O setor de construção civil americano percebeu que precisa de mais mão de obra feminina e passou a oferecer benefícios para atrair mulheres.
Construtoras passaram a oferecer salários de mais de US$ 120 mil por ano para operadoras de guindaste e estão dando 12 semanas de licença-maternidade remunerada às funcionárias, por exemplo.
Os canteiros estão diferentes: Essas mesmas empresas também estão oferecendo equipamentos de segurança em tamanhos adequados, horários flexíveis e espaços para amamentação.
Algumas permitem até dividir o expediente entre a obra e o trabalho remoto.
E isso tudo enquanto o trabalho vem mudando da água para o vinho. Mecânicos usam computadores para achar defeitos, e profissões como soldagem exigem tanto raciocínio quanto força.
Mesmo assim, preconceito, assédio e piadas ofensivas continuam fazendo parte da rotina de muitas profissionais e são, de longe, os principais obstáculos para elas no setor.
No fim, a mudança é boa para os dois lados. Mulheres ganham acesso a carreiras bem remuneradas, enquanto empresas conseguem ampliar o número de profissionais disponíveis em um setor que precisa desesperadamente de mão de obra.